
O Governo do Estado do Rio de Janeiro está sendo atacado por causa do uso da força contra bandidos. Não, não é isso, diriam. E por aí continua mais um interminável blá blá blá.
Vamos combinar uma coisa nessa baderna: a gente não pode tolerar poder paralelo, milícia e polícia escrota. Com o resto a gente se vira.
A vocação exótica do Brasil se supera quando se trata de valorizar merdas e dar-lhes poder de todo o tipo. Independente da amplitude dessa frase, estamos nos refirindo agora aos infelizes miseráveis que levantam e usam armas nas ilhas de excluídos sociais, ou seja, nas comunidades carentes. O exército criminoso que encurralou nossa sociedade atrás de portões de grades e blindados, reduzindo consideravelmente nosso tesão de ir e vir pela cidade, foi fabricado. Isso com o que o Governo Sérgio Cabral resolveu comprar briga não surgiu do nada ou foi importado e plantado aqui.
É inferiorizar a capacidade de raciocínio do MqM resumir todo esse baixo astral ao resultado de uma combinação entre as drogas, os pobres que as vendem e os ricos que as compram.
É muito perigoso que a perceptível onda demonizadora de favelados coincida com a glorificação do BOPE. É intrigante a postura da OAB-RJ e ONGs ao longo de todo o desenvolvimento desse difícil momento e inacreditável o que se mobiliza em Brasília em função de um Renan Calheiros, enquanto nem o "leitinho das crianças" escapa das garras inescrupulosas do colarinho branco.
A política de enfrentamento vai por fim ao tráfico de drogas? Lógico que não, mas põe no seu devido lugar criminosos fascínoras que espalham terror justamente pelo fato de que há muito tempo ninguém se digna a enfrentá-los. O Estado que usa força desmedida contra bandidos poderosamente armados não está ferindo direitos humanos. Ele os fere quando foge a sua responsabilidade de combater o crime e permite que se edifique um estado de terror paralelo. Exatamente o que vem acontecendo sem que florzinhas como Rosinha ou Margarida tomassem uma atitude que prestasse.
A ação deve continuar.