
Ele é pequeno, levíssimo e frágil, mas pega que é uma beleza: indiscriminadamente. Pelo menos até agora, ninguém pode falar mal do Aedes. Dizer que ele tem raiva de favelado, branco, preto, pobre ou rico é uma injustiça. Somos todos iguais perante ao mosquito. Isso é que é justiça!
Estamos vivendo na maior língua negra, sabemos disso, mas não podemos perder a fé. Pelo contrário, é só dela que precisamos para mover tantas incômodas montanhas.
O MqM convoca a todos, especialmente aos representantes da fé, para a grande mobilização ecumênica de nossa história. Que venham padres dançantes, pastores, rabinos bipolares e todos mais. PAC é o cacete, vamos dar um jeito nas nossas montanhas com a força do pensamento positivo!
Enquanto isso, ACREDITEM, nas linhas tortas da dengue pode estar a solução mais pacífica e democrática para nosso amado purgatório. Se não atrapalharmos os planos divinos, comprovaremos que o mal vem para o bem. Em breve, nos jornais, as seguintes manchetes:
EPIDEMIA DE DENGUE CONTROLA A EPIDEMIA DE VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO
DENGUE MATA DEZ VEZES MAIS QUE A POLÍCIA DE SÃO PAULO E ÍNDICES DE VIOLÊNCIA DESPENCAM NO RIO DE JANEIRO
E vejam que beleza. Para colaborar com esse futuro não precisamos fazer nada diferente do que já fazemos. Basta aguardar sua vez e, se possível, plantar bromélias nas encostas.
Carioca, se você é contra essa solução cósmica, aprenda e ensine que ser HOSPITALEIRO não é ser HOSPEDEIRO.